sábado, 15 de setembro de 2007
Um
sábado, 4 de agosto de 2007
Destino: Barcelona
O dia passado juntas, só as duas, em PortAventura ajudou-nos a esquecer onde estávamos, a esquecer tudo o que já aconteceu nesta cidade, a esquecer que estamos longe de todas as pessoas que a marcaram, que a fizeram. A sintonia entre as duas sente-se sempre: nos receios de vir a Barcelona, nos nós no estômago, nas recordações, nos momentos de cansaço, de "me aburro...", de "puta da loucura", de momentos kodak, de gargalhadas, e, against all odds, tivemos um super dia, passado em montanhas russas, em loopings, em Dragon Khans, em filas ao sol para descer 100m em 3s, em que a minha única reacção foi um tímido "foda-se" antes da descida.De volta a Barcelona, o mesmo aperto, a mesma busca do sentido de estar de volta aqui. Mas nada que um jogo do "Eu nunca" com o Javier e a Teresa não resolva. Á porta de casa, um sofá abandonado que levamos para perto da paragem e no qual nos sentamos como VIP's á espera do autocarro que, claro, perdemos porque estávamos entretidos a sacar fotos. Apanhamos um taxi, juntamente com um alemão que também esperava o NitBus e que teve a viagem de taxi da vida dele! Li pânico nos seus olhos enquanto perguntava ao taxista quanto tempo faltava até à Plaça Catalunya. Encontramo-nos com o Fábio e a Ana á porta do Hard Rock e estamos prontos para sair, como saimos sempre em Barcelona: caminhar pelas Ramblas sem destino. "Pasa nada!"
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Destino: Itália
Quando nao há palavras para descrever um sentimento, quando uma imagem vale mesmo mais do que mil palavras, ou frases, ou livros. Só temos aquelas pequenas expressoes tao espontâneas que marcam os momentos, que sao repetidas uma e outra vez e perdem o sentido quando ditas noutro contexto ou pela boca de outra pessoa. Seja um "quaaaaaanto manca?", um "Alfreeeeedo", um "per faviore".. Isso e as quase 1000 fotografias!!Faltam-me as palavras:



YEEEEAAAAH!
segunda-feira, 23 de julho de 2007
21 de Julho de 2007
Um McDonald's de despedida no aeroporto, felizes da vida!
15h:
De volta aos comboios de Itàlia, os melhores para dormir. Finalmente estamos aqui, depois de tantos meses a sonhar!! Os exames que ambas tivemos ontem impediram-nos de pensar demasiado na viagem, mas foi sò nos vermos de malas às costas para um sorriso enorme nos preencher. Compram-se duas garrafas de Amendoa Amarga no aeroporto para oferta e reafirma-se o ideal da viagem: a aventura, a loucura, a espontaneidade.
A boa disposiçao e a alegria sao notòrias a cada momento: a apreciar os "chicos" no aeroporto, inclusivé os sòcias, a dar deboche nas freiras, a ter conversas para maiores de 18 no aviao que levam ao maior ataque de riso, a sacar fotos parvas, a cantar Quim Barreiros.
A nossa espera do lado de cà estava a Ste. Que bom voltar a ve-la! Levou-nos até Brescia, onde nos ofereceu o quarto do irmao para dormirmos. A vontade de fiesta era muita, de mandar as garrafas abaixo, mas a realidade de termos entrado de férias hà tao pouco tempo levou-nos a melhor, e, depois de uma sessao de fotos pijama-party, dormimos um super sono.
E agora vamos a caminho de Ferrara, para encontrar a Ale.
17:50h
Voltei a ser gente rude do comboio. Jà tinha saudades desta sensaçao de liberdade total, de ter uma mochila às costas com tudo o que preciso para ser feliz: musica, um bom livro, chanatos para andar e conhecer muito, bikinis para a praia, boa companhia, maquina fotografica para mometos kodak e, claro, um caderno!
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Poema que me foi enviado pela Ale, companheira de Erasmus, numa homenagem a todos os que fizeram parte desta experiência. Transcrevo em castelhano por ter sido a língua em que partilhei tantos momentos, tantas experiências, tantos pensamentos, tantos sentimentos, ou simplesmente conversas banais, triviais, indispensáveis.
Para todos os que já fizeram Erasmus, para os que estão a fazer, para os que ainda vão fazer. E para todos os outros também.
¿QUIÉN MUERE?
Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito,
repitiendo todos los días los mismos trayectos,
quien no cambia de marca, no arriesga vestir un color nuevo
y no le habla a quien no conoce.
Muere lentamente quien hace de la televisión su gurú.
Muere lentamente quien evita una pasión,
quien prefiere el negro sobre blanco
y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones,
justamente las que rescatan el brillo de los ojos,
sonrisas de los bostezos,
corazones a los tropiezos y sentimientos.
Muere lentamente quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo,
quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño,
quien no se permite por lo menos una vez en la vida,
huir de los consejos sensatos.
Muere lentamente quien no viaja,
quien no lee, quien no oye música,
quien no encuentra gracia en si mismo.
Muere lentamente quien destruye su amor propio,
quien no se deja ayudar.
Muere lentamente, quien pasa los días quejándose de su
mala suerte o de la lluvia incesante.
Muere lentamente, quien abandona un proyecto antes de iniciarlo,
no pregunta de un asunto que desconoce
o no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.
Evitemos la muerte en suaves cuotas,
recordando siempre que estar vivo exige un esfuerzo
mucho mayor que el simple hecho de respirar.
Solamente la ardiente paciencia hará que conquistemos una espléndida felicidad.
(Pablo Neruda)
quarta-feira, 18 de julho de 2007
Ericeira
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Tardes de estudo, II
O cenário não é importante. Ou talvez seja, de certeza que é, mas não tanto quanto se poderia supor. Foi só mais uma desculpa.
Acordou diferente, como se a sua vida tivesse mudado, como se todo o mundo tivesse mudado, só por aquele sonho que lhe dizia
- Conheceste alguém especial, ontem á noite,
alguém em quem quase não tinha reparado, com quem nem teria falado se não estivesse frio.
Não associou. Seguiu a sua vida, ignorando o que lhe era dito. Passaram-se dias, meses, anos, naquela semana. Quando se voltaram a ver nem se apercebeu que foi com ele que sonhara, pouco se lembrava daquela cara, daquela voz. Com o soltar da noite deixou-se conquistar por aquele sorriso lindo e sincero, por aquela mão grande e forte estendida que a salvava de uma vida de enganos, que, lentamente, a puxava para a superfície.
Despediram-se como quem se conhece há anos.
Ele olhou para ela com aqueles olhos que a fazem viajar, com aquele olhar que lhe entra na alma e derruba qualquer defesa, qualquer barreira, que a faria rir á gargalhada ou chorar profundamente se se permitisse, se por uma vez se deixasse ir. Sente que ele a conhece como nunca ninguém a conheceu, que a vê como nunca ninguém a viu.
Fez uma trança no cabelo, como se quisesse pentear para fora de si aqueles pensamentos, mas um
- Linda,
completamente espontâneo, completamente imprevisível, deixou que lhe escapasse pelos olhos tudo o que não queria que ele lesse, não percebendo que ele já tinha lido, ele já sabia muito antes de ela saber.
Despediram-se como quem anseia pelo reencontro.
Decidiu ignorar, afastar-se, ficar longe dele, não se aproximar (eu sei, estou a repetir-me). Mas inconscientemente, despropositadamente, inocentemente, incontrolavelmente, já caminhavam lado a lado, afastados de todos. Ele tocava-lhe só com o respirar e nunca ninguém a tocara assim. Olhavam para o mundo de sorrisos abertos como se tudo o que interessasse naquele momento não fosse encontrado apenas um no outro. Tentavam disfarçar, mais ela que ele. Mexia no cabelo, tentava ocupar as mãos só para, por segundos, se concentrar em mais qualquer coisa que não nele, que não naquele momento. Um momento pelo qual ás vezes se espera uma vida, ali estava, maior do que ela. Não ouvia nada a não ser o coração bater e a respiração dele ali tão próxima. Por vezes tocavam-se, num sem-querer propositado, os braços roçavam, o cabelo dela batia-lhe no ombro. De costas para ele podia sentir, mais forte do que qualquer toque, o olhar dele a percorrer-lhe o corpo, as mãos a contorná-lo afastadas um palmo. Finalmente, um dedo desliza pelo braço dela, ela finge não sentir mas o arrepio que a percorre denuncia-a.
Despediram-se como quem não se quer separar.
Ele procurou os olhos dela quando a ouviu chegar. Ela olha-o como quem já tem toda a certeza num infinito de dúvidas. As mãos tocam-se quando escusado, os corpos aproximam-se mais do que o essencial, os olhares tímidos que trocam falam com toda a frontalidade, já sem o pudor que os lábios insistem em manter. Num repente que demora eternidades o mundo são eles. Não há tempo, nem espaço, nem nada. Escondem-se na liberdade que sentem, procuram-se no que encontraram, encontram-se no que procuravam mesmo sem o procurar. Ele leva-a a sítios que ela ignorava existirem, alguns dentro dela. Fá-la conhecer-se, encontrar-se, assustar-se com esta falta de controlo que nunca tinha sentido antes. Coisas pequenas ganham um significado imenso: o toque dum pé debaixo da mesa, um dar de mãos atrás das costas, escondido, um abraço inesperado, um beijo inesquecível, um convite, uma noite.
Despediram-se.
terça-feira, 3 de julho de 2007
Deocriste
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Tardes de estudo I
A minha capacidade de identificação com qualquer música é inimaginável. Consigo sempre encontrar aquela frase, aquela palavra, aquele acorde, aquele som. "Quem sabe ainda sou uma garotinha" a ouvir La Valse d'Amelie, enquanto os Da Weasel me perguntam se ainda me lembro, "sabes que sim". Not An Addict em Dialectos Da Ternura que me deixam Head Over Feet e com um Hole In My Soul enquanto prometo que "I don't care, no, I wouldn't dare to fix the twist in you". Uma Grace Kelly que "she don't think straight, she got such a dirty mind and it never ever stops" numa "situation number one" em que "só a lua sabe quem eu sou". "I'm as happy as can be" como uma menina á janela "fitting you with weapons in the form of words" em Violent Pornography, porque "beauty lies inside the eye of another youthful dream". "Say 'Goodnight' and go" e "vem rastejar que te faz bem" pois "em mim tudo é maior, hoje o desejo, amanhã nasce o ódio" e "there were times in my life when I was going insane" pensando que The World Is Mine. E eu estou só Sitting, Waiting, Wishing por um Amor d'Água Fresca que me faça perguntar Where is My Mind. E eu só quero uma Life Less Frightening porque "a tacanhez, essa há-de ser eterna" e "frames can't catch you when you're moving like that". Just A Thought.
Mas não é por isso que me passam despercebidas as cenas da vida real. Os casais de velhinhos de mãos dadas, as crianças a rir, ou aquela frase tão pequena mas que diz tanto de um amigo para o outro e que foi a causa de todo este texto: "Cabeça para cima" enquanto lhe levantava o queixo. Pode ter sido só uma frase como outra qualquer, pode não ter o significado oculto que lhe senti, mas foi a frase perfeita para se ouvir entre duas músicas.
sábado, 16 de junho de 2007
15-Junho-2007: Um dia inesquecível.

Pequena paragem na Amazónia.
Vamos a correr para o supermercado, fazemos as últimas compras para a festa e seguimos para casa. As tarefas são dividias: eu faço a tarte, o arroz, os bifes, a Teresa faz a sangria, a massa, a mana faz a salada de fruta e a salada. Os doces e o patê já eu tinha feito. A Carolina, o Zé, a Sara e a Flores, que entretanto chegaram, ficaram encarregues de encher os balões e fazer a decoração, a Mary de fazer a selecção da música a tocar. Nem tenho tempo de mudar de roupa e arranjar-me, limito-me a mudar de top e a pôr a coroa que a minha irmã tinha comprado, "És a rainha da noiteeeee".

Obrigada ISPIANAS!!! Adorei ter-vos comigo nesta noite! E ADOREI as prendinhas cheirosas!

quarta-feira, 13 de junho de 2007
Santos Populares

domingo, 10 de junho de 2007
Tróia
sábado, 19 de maio de 2007
"Oh, the simple pleasures in life.."
Aquele mergulho que limpa a alma e tira o peso do dia-a-dia, particularmente daquela conversa sinistra que arruinou os beneficios da noite passada. Horas ao sol a absorver toda a energia possível e sem uma única má vibração no corpo. Enterrar os pés na areia, deixar os pensamentos viajar para longe.
Apercebermo-nos de que tanto mudou, vislumbrar (literalmente) diferentes fases das nossas vidas e ver que há coisas que nunca mudarão: nós. Olhamo-nos nos olhos e vemos o familiar.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
Déja-vus
Sinto-me a Carrie, do Sexo e a Cidade. Isto porque estou "a trabalhar" (entre outras coisas) no meu portátil, na biblioteca do ISPA, virada para a janela com vista para o rio e a pensar em relações. Muito déja-vu... Estava aqui toda inspirada, mas alguém resolveu mexer na ficha e desligar o meu computador, que é tão rápido e eficiente que levou 15 minutos a reanimar, e eu sou tão rápida e eficiente que me esqueci de tudo o que ia escrever.
Estava em animada conversa com a Vanessa, via virtual, e a chegar a algumas das minhas brilhantes teorias ("As Teorias das Júlios e das Marias", publicação está para breve). Isto porque é muito mais fácil analisar quando estamos de fora, quando não somos mais do que a ouvinte das crises, ainda que sempre espantada com as vicissitudes das ligações entre as pessoas, com os encontros, desencontros, reencontros. Interessada pela complexidade das relações que vejo acontecer ao pé de mim. Vejo as relações á distância (física), das quais há tanto para dizer que mais vale não dizer nada..até porque não sou propriamente um Ás neste departamento, ainda que tenha aprendido uma coisinha ou outra e desenvolvido uma data de teorias. Ainda assim são mais fáceis do que aquelas em que as pessoas estão lado a lado, tão perto, mas têm um mundo entre elas. Olham-se mas não se vêem, falam-se mas não se ouvem, a distância é muito maior e não hã avião para a encurtar. Vejo as segundas tentativas, as terceiras, as quartas, as já perdi o número até que simplesmente gastámos as palavras e vejo os pedidos de desculpa interesseiros que chegam sete anos depois (what goes around, comes around), mas que ainda assim ajudam um bocadinho o ego. Vejo e identifico-me com histórias que de tão diferentes se tornam iguais: outros actores, outros cenários, outros momentos, mas o mesmo sentimento de finalidade, de egoísmo, de busca pela liberdade, pelo crescimento, pelo descobrimento, pelo friozinho na barriga, pela novidade.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
domingo, 8 de abril de 2007
Menina
Agora que sei que vocês vêm, de vez em quando, aqui dar uma vista de olhos, a pressão para retratar fielmente esta semana é maior.
Em quatro dias pude matar saudades de algum do melhor de Barcelona: os amigos, os passeios, as gargalhadas, os jantares, as batatas quentes, as bebedeiras, o castelhano arranhado.
Cheguei timidamente, com medo de me sentir meio intrusa, meio deslocada, mas o abraço do Javier que me levantou os pés do chão levou-me de volta a Erasmus. Troca-se um jantar japonês em Lisboa por um mexicano caseiro em Cascais feito pelo Ricardo e, com borboletas na barriga e um sorriso na cara, fica-se a par das novidades do último mês e meio (e parece muito mais...), com direito ao jogo da confiança com um trago de Jose Cuervo, e a testemunhos sobre pirilaus empinados.®
No dia seguinte, a boleia da Mariana levou-me quase como turista deslumbrada, emigrante esquecida, pelo Portugal dos pequeninos. Á má fila tornamos-lhes impossível não se apaixonarem pelo cantinho a beira-mar plantado. A ida á praia, e o passeio pelo Cabo da Roca (onde o Stefano quis ser o primeiro homem a cair no ponto mais ocidental do Continente europeu) e por Sintra conquistaram-nos facilmente. Até quiseram lá voltar no dia seguinte, antes de um curto passeio por Belém e um óptimo jantar em casa dos pais do Nuno, já parte integrante da família de Barcelona. A seguir, Coconuts, uma quase estreia para mim também, mas muito animada e cheia de iniciativa, e a noite acabou com uma viagem-aventura a levar a Ana a casa.
Último dia: de volta á Baixa, já com a companhia do artista Francisco. Parada no Adamastor. Já lá não ia há anos. Jantar no Bairro Alto, obrigatório, numa tasca portuguesa com certeza, pão e vinho sobre a mesa. E na despedida, até o Enrico chorou.
Menina, Lisboa. A minha menina, a menina dos meus olhos. Lisboa, deixou-me orgulhosa saber que te adoraram, que os encantaste, ouvi-los dizer que és das cidades mais bonitas que já viram, que és especial, que és única. Mas isso eu já sabia. Sou alfacinha-de-gema.
Menina, eu. O entusiasmo de estar com algumas das pessoas com quem alguma vez me senti melhor, mais tranquila, mais autêntica, como uma menina sem preocupações. Éramos desconhecidos, espalhados pelo mundo, com experiências diferentes, com backgrounds diferentes, e sem sabermos nada uns dos outros tornamo-nos indispensáveis. Mesmo por não sabermos nada uns dos outros não tínhamos por onde nos julgar. Só sabíamos que nos dávamos todos bem e que estávamos todos bem ali, em Barcelona.
Passei a semana com a certeza constante de que conheci as melhores pessoas com quem partilhar o meu e nosso Erasmus. Obrigada. Aos de lá e aos de cá..
Gosto muito de vocês!
Vos quiero muchisimo!
terça-feira, 3 de abril de 2007
Num Domingo (ou noutro dia qualquer....)
sábado, 17 de março de 2007
sexta-feira, 9 de março de 2007
Aaah, Lisboa!!
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Terceiro Destino: NOVA IORQUE!!



